Contos Erotico

Contos Eróticos — Empurrada Contra a Parede e Comida no Cuzinho pelo Próprio Pai.

Não dá nem pra fingir que não tô molhada só de lembrar. Sou eu, dezoito aninhos recém feitos, presa nessa cidadezinha de merda no interior de Minas, onde a rua de terra levanta poeira no calor e cachorro do vizinho late mais alto que rádio velho. Morena cacheada, cabelo na cintura, coxa grossa, peitão que enche mão de todo cuzão que ousar tocar. Os moleques na rua já me despem só no olhar, e eu sinto o peso deles me fodendo em pensamento.

Mas a vagabunda dentro de mim não quer esses pivetes. Quer aquele que não pode. Quer o porra do meu próprio pai.

Caminhoneiro, quarenta e cinco anos, ombro largo de quem carregou o mundo nas costas, mão calejada de quem segura volante por semanas a fio. Quando ele chega da estrada, vem com cheiro de diesel, suor e bicho macho que me deixa mole na hora. A voz grossa parece me agarrar por dentro, e o sorriso torto dele me faz engolir seco. Naquela tarde, eu tava só de camiseta larga e calcinha na cozinha, o café coando no fogão, e quando ouvi o motor estacionando lá fora meu coração já sabia o bagulho que vinha por aí.

E aí, putos, o rolê ficou doentio. Toda hora que ele bota o caminhão na frente de casa, é uma fome mais bruta. Solta umas linhas de duplo sentido, eu finjo que não pesco nada, mas a calcinha já tá encharcada antes dele terminar. “Você tá matando seu pai, menina”, ele ri, mas o olhar não ri porra nenhuma — é cio de bicho, é fome pura.

Não vou contar o resto, senão estraga a putaria. Mas tem cozinha, tem parede fria nas costas, tem quintal, tem motel em cidade vizinha. Tem buceta, tem cuzinho apertado arrombado sem dó nem cerimônia, tem boca cheia, tem porra escorrendo pela coxa, tem grito abafado, tem lágrima de tesão misturada com vergonha. Tem um cara que me trata como filha de manhã e me come como puta dele de noite, e tem uma menina que devia fugir e que, em troca disso, escancara a perna sempre que ouve aquele motor barulhento parando lá fora.

A parte mais foda? Eu sei que tá errado. Olho pro teto de madrugada e me pergunto no que eu me transformei. Mas no dia seguinte, quando ele aparece na porta dos fundos com a camisa suada colada no peito, eu já tô tremendo, já tô pronta, já tô implorando em silêncio pra ele me jogar contra todo canto da casa e meter até eu esquecer meu próprio nome.

Aperta o play aí em cima e escuta esse conto erótico com fone bem fundo no ouvido, de preferência deitada, mão livre. Não é pra coração fraco nem pra moral de igreja.

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